segunda-feira, 30 de julho de 2012

Do it


Vivemos em 79 anos, são cerca de 948 meses, e em media 28835 dias, isto equivale a um numero extensivo de horas, minutos e segundos, que a minha fraca matemática não me permite obter o resultado.
Olhando assim até parece muito, eu não acho, acho pouco, muito pouco.
Custa-me acreditar naquela ideia que quando morremos, tudo acaba, desfazemo-nos em nojo para os bichinhos comerem, and that's it's, it's over, por isso prefiro acreditar nas minhas crenças que a morte não é o fim, mas sim o princípio. Mas isso não interessa, pelo menos para esta parte da realidade a que chamamos mundo actual, universo, presente, planeta terra, doens't matter. O que interessa para este mundo é aquilo que fazemos aqui, se morremos e não fica cá nada, a merda é nossa. Eu cá tenho pena, alias tenho muita pena, irmos embora e não ficar cá referencia nenhuma nossa? Foda-se que triste, e não filhos não é uma referência, é uma continuidade do nosso gene, um dia também eles vão bater a bota, e vão com os cães e resta pólvora debaixo da terra.
Acho que deve pelo menos ser um sentimento feliz quando se sabe que se vai morrer breve e que se deixa aqui qualquer coisa feita.
Mas que coisa? O que é que podemos fazer nós para deixarmos cá a nossa marca?
-Marcar a diferença.
Eu gosto muito de falar da diferença nos meus textos, não sei se é por me sentir diferente, por detestar merdas iguais, mas é um tema que me suscita muito interesse.
Sim, nos devemos marcar a diferença neste mundo, lutar pelo que acreditamos, se uma coisa está mal, vamos contestar, vamos sair à rua e dizer "basta", vamos bater o pé e mandar tudo pó caralho e persistir, over and over again.
Não falo só perante a sociedade, mas também na nossa vida pessoal. 
Muitas vezes somos uns fracos de merda, não sabemos o que fazer, estamos sempre à espera que os outros façam por nós, ou à espera que os outros achem bem para fazermos, é ridículo, se temos um cérebro, uma alma, um corpo, whatever, se somos um só, temos que pensar pela nossa cabeça e fazer o que achamos que deve ser feito. 
Devemos sempre lutar pelos nossos ideias, só assim marcamos a diferença, só assim nos tornaremos "aqueles que pelas obras valorosas se vão da lei da morte libertando", olhem o Nelson Mandela, ele sabia que o racismo era uma maldade na sociedade, e lutou até o conseguir abolir, (apesar de ele ainda existir, não na escala e no contexto da época ).
Façam o que tenham a fazer, mas façam sempre por vocês e para vocês, sigam sempre a vossa mente e o vosso coração, mas numa escala equilibrada para um não se sobrepor ao outro. A vida são 2 dias, se estivermos à espera que as coisas aconteçam, ou que as façam por nós, estamos fodidos. Ao menos que partam com a certeza que fizeram algo, que pode não ter sido para todos, mas pelo menos foi por vocês.
Lutem pelo que acreditam, e lembrem-se "não importante se o mundo inteiro está contra ti, quando tu estás a teu favor".
Do it.
Inês da Silva

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