quinta-feira, 19 de julho de 2012

Equal

Sou uma pessoa liberal. Muitos até me consideram em exagero. No entanto sou liberal relativamente a certas liberdades de escolha, não num total, pois ainda defendo o que é politicamente correcto. 
Para mim, ser politicamente correcto, não significa ser tradicional, eu vivo as tradições, mas sou uma pessoa mais modernista, gosto do novo e do ousado. Mas deixando de falar do que eu vivo ou não vivo, volto ao tema da liberalidade. Como já disse, sou uma pessoa liberal, e portanto há coisas que não me metem "impressão", as quais aceito, e não questiono, como o caso da homossexualidade.
Não sou homossexual, mas isso não me impede de achar que as pessoas homossexuais não são outras.
Uma das grandes questões dos nossos dias, é a questão da generalização da homossexualidade aos olhos da sociedade. Uns aceitam, outros não ligam, outros defendem e outros recusam. Aqui não falo do que é politicamente correcto no modo universal, mas sim da minha forma de politica correcta face a esta temática.
As pessoas homossexuais não o são por escolha, nem acho que seja algo que nasça com uma pessoa, como já percebi pelas ondas da psicologia,  uma pessoa é homossexual, ou tem uma tendência sexual diferente do que é comum, quando existem um conjunto de factores que o levam a seguir outras tendências, nomeadamente na época da infância há certos e determinados elementos que fogem aos comportamentos comuns que levam a que haja uma diferença faça aos restantes casos. E pelo que percebi, mas não tenho a certeza porque não é a minha área, o psicanalista Freud, explicava isso muito bem.
 Ser homossexual não é uma escolha, nem uma coisa que venha do embrião, mas é algo que se desenvolve com a pessoa, e que é muito pouco provável ser alterado. No entanto acho que não há qualquer necessidade de se alterar ou de sentir vergonha ou desespero quando se é homossexual, eu nunca passei por isso, e nos nunca devemos falar afirmativamente de coisas que não passamos por elas, mas eu compreendo-os e sei como se senti, sentem-se mal, renegados, rejeitados, com medo de mostrarem quem são, mas a culpa não é deles, a culpa é nossa, de todos nós. 
Vejamos, os homossexuais só são renegados e a homossexualidade só é vista como um problema porque a sociedade assim o tornou. E este foi um facto que nasceu e foi crescendo de ano para ano, década para década, e não houve identidades que mesmo achando incorrecto o significado que se dava, nunca se impuseram e defenderam a sua perspectiva, apesar de não ser só uma pessoa que possa mudar o mundo, já contribui, e haveriam outras com o mesmo pensamento que se revelariam, e fariam uma aliança que marcaria a diferença. Mas isto não aconteceu, e um dos grandes entrave a este acontecimento foi a igreja.
Desde já e primeiramente, igreja não é totalmente religião, a maneira de acreditar em Deus depende de cada um, a escolha da igreja e das regras que impõe ao catolicismo são muito limitadas, ninguém nos diz a nos que Deus não aceitaria os homossexuais. 
Exemplificando, a igreja afirma que Deus é o criador de todos os homens e de todas as escolhas da nossa vida bem como de todos os nossos caminhos, então se é assim, não será Deus que fará com que algumas pessoas tenham alguns acontecimentos na sua vida (concretamente infância) e factores que os levem a gostar de pessoas do mesmo sexo? Não será obra de Deus? A mim parece-me que Deus nos ama a todos, e não iria renegar ou recusar um ser humano pelos caminhos que teve na vida, ou pelo que o levou a amar o mesmo sexo e não o sexo oposto. 
A mim incomoda-me as injustiças. Todos os gozos, todas as maldades que fazem com pessoas homossexuais, todos os julgamentos de valores que lhes são atribuídos. Uma pessoa homossexual ama, como as outras, é de carne e osso, tão igual, e tão pura como uma heterossexual, e o que? vai ser torturada? vai menosprezada por não conseguir amar a pessoa do sexo oposto?, e por em muitos casos, sentir que pertence ao outro sexo, que aquele corpo não é o seu. Isto não é ser diferente, não é ser uma fraude, é aceitar o que Deus lhes deu, não é muito mais triste saber que pessoas vivem uma vida infeliz apenas para seguirem estereótipos? Não será melhor um casal de homens que se amam, do que um casamento entre um homem e uma mulher que é um desastre? E não estou a dizer que as relações homossexuais são perfeitas, são apenas tão normais como as heterossexuais.
A homossexualidade não é uma escolha, é um sentimento, é amor, apenas de uma forma não tão comum como entre um homem e a mulher. 
Amor é amor, em todas as circunstancias, não há sentimento mais forte, não há mais nada que supere tudo, e a sexualidade é uma forma de amor, apenas uma forma de amor escondida, à espera que alguém a liberte para poder voar e habitar na tolerância de todos nos, de forma equivalente, porque somos todos iguais!

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