segunda-feira, 9 de julho de 2012

Good (bad) people.

   Quando escrevo, alias quando critico, não é para julgar os outros, mas sim para julgar-nos a todos nós, eu faço parte desta sociedade e por isso não sou excepção à regra, mereço a critica como qualquer outra pessoa, apesar de ser eu ou não a escreve-la, considero-a universal, porque muito raramente mudo a minha opinião, e essa mudança só acontece quando há alguma autoridade que me mostre outro ponto de vista que eu, ao fim de raciocinar, ache mais verosimilhante .
Não é sobre isto que quero falar agora.
Agora, quero falar sobre aquilo que entendo por boas pessoas!
Para mim não há boas pessoas,há simplesmente pessoas que ficam marcadas pelos seus feitos, como Madre Teresa de Calcutá, Martin L. King, Nelson Mandela. no entanto não é sobre eles que vou falar, pois estes são universalmente conhecidos, entidades imortais, que ficaram para a história e por serem diferentes, são reconhecidos.
    Vou me centralizar mais na típica pessoa comum.
    Agora pergunto-me, o que é uma pessoa boa? e a minha resposta automática é muito simples, não há pessoas boas, há sim pessoas que tem atitudes boas, ou pelo menos consideradas correctas.
 Um exemplo: como eu já tinha referido antes, são os sentimentos que movem as pessoas, e é neles que fundamentamos todas as nossas acções! será que as pessoas quando tem boas acções, fazem-no porque é correcto, ou fazem-no para se sentirem bem com elas próprias? não serão essas acções pensadas de forma a trazerem vantagens para nos próprios? não estaremos a ser um tanto ou quanto egoístas? E não digo isto, afirmando que toda a gente é assim, há excepções há regra, elas existem, nem que seja uma num milhão, mas na maioria não é assim, e não podemos avaliar a parte pelo todo, mas sim o todo pela parte.
   Não há pessoas boas, eu própria não sou uma pessoa boa, posso ser uma pessoa com boas atitudes, mas isso não faz de mim uma boa pessoa, nem "ninguém" o é. Por exemplo, quando uma pessoa ajuda outra, e isto avaliando do senso comum geral, tem duas hipóteses, ou ajuda e sente-se bem com ela própria, ou não ajuda e fica com o sentimento de culpa, e não é pelo politicamente correcto, nos fazemos pelo que sentimos e pelas consequências que tem para nos, é a pensar SEMPRE em nos que fazemos as coisas. Outro exemplo, quando estou muito tempo sem ir à igreja, volto a ir, porque não estou a ser uma boa crista, não estou a pensar que devo ir porque é meu dever, estou a pensar que como não vou à igreja não estou a ser uma boa religiosa e por consequente não terei a salvação divina. Fazemos tudo a pensar em nós. Quando amamos uma pessoa, e fazemos seja o que for por ela, fazemos porque a amamos, e é a pensar no nosso amor que o fazemos, não a pensar no amor que ela tem por nos, ou por gratidão, fazemos para a outra pessoa se sentir bem, e nós se sentir-mos heróis, e felizes por a outra pessoa estar feliz, a felicidade dela vai ter consequências positivas em nos e isso faz-nos sentir bem. Ou mesmo quando amamos alguém, amamos porque essa pessoa nos faz sentir bem, mesmo que nos magoe por vezes, o que ela nos dá de bom é melhor que o que nos trás de mau.
   Nunca ninguém faz alguma coisa por ser politicamente correcto, é assim porque tem que ser, as pessoas não fazem nem pensam assim, apesar de muitas vezes o demonstrarem, a realidade é muito diferente. Por exemplo, duas pessoas vão a um concerto, e só tem dois bilhetes, um vai sempre preferir que vá o outro, porque o sentimento de culpa de ir, em vez do amigo é muito maior, que a tristeza por não ir.
  Não existem boas pessoas, existem apenas pessoas que tem boas atitudes, porque uma boa pessoa seria aquela que teria sempre as atitudes correctas ao longo da sua vida, e em toda a historia da humanidade só me chega à conclusão que existiu uma, Jesus Cristo, e por isso é um ser omnipotente e omnisciente criador do universo, e isto para mim que sou Crista, e apesar de esta ser a minha opinião e a considerar universalmente correcta, assim o é para mim, não significa que é para todos, porque se fossemos todos iguais, éramos todos uma só pessoa habitando milhares de corpos, e não é isso que acontece, por que somos todos diferentes e todos iguais!
  Não há pessoas boas, há apenas pessoas com atitudes maioritariamente boas, que se distinguem daquelas que tem atitudes maioritariamente más, e este facto não faz de nós boas ou más pessoas, faz-nos ser humanos comuns, como somos todos nós.

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